por Mike Howlett
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Quadrinhos, tanto como uma forma de entretenimento e
uma indústria, tiveram uma história diversificada. Para
cada atributo, sempre houve uma dificuldade; para
cada triunfo, um fracasso. Essa noção nunca foi tão
claramente ilustrada do que com as histórias de terror, a
irmã feia do meio. O gênero teve muitos críticos
ao longo dos anos, mas seus verdadeiros fãs são fanáticos e
leais, e talvez um pouco desvairados. Pais, igrejas e até
mesmo o governo tentaram manter nossos quadrinhos de terror
longe de nós, mas como os zumbis em suas páginas, eles
sempre parecem voltar. Vamos dar uma olhada como tudo
começou.
Na chamada "Era de Ouro" dos quadrinhos, não havia
títulos de horror. Não é que não fosse um gênero viável.
Os filmes de terror era populares há anos,
da Universal Studios, como Frankenstein, Drácula (ambos de
1931) e A Múmia (1932). Revistas "pulp" também eram
muito populares, com títulos como Horror Stories, Terror
Tales e Weird Tales, que contaram com histórias de H.P.
Lovecraft e um muito jovem Robert Bloch, que permanecem
titãs do terror até hoje. No entanto, demorou um pouco para
que o horror conquistasse o reinado das quatro cores.
Claro, assim como todo super-herói (os personagens de
quadrinhos mais populares) precisa de um vilão, cada
policial precisa de um criminoso. Então, vários meliantes
da Idade de Ouro tinham um tom horrível, fossem
cientistas loucos ou assassinos psicopatas ou qualquer
outro personagem repugnante. No começo, a maioria dos
quadrinhos eram antologias com títulos que continham
publicações com personagens em série: um super-herói, um
repórter, um detetive, etc.
A edição de dezembro de 1940 da Prize Comics (# 7) começou serializando "The New Adventures of Frankenstein," escrita e desenhada pelo grande Dick Briefer. No entanto era muitas vezes mais humorístico ou aventureiro do que horrível, algumas das edições eram bastante mórbidas. Classic Comics (que mais tarde se tornou Classics Illustrated, uma série que todos nós conhecemos e fingimos amar) adaptando "Dr.Jekyll e Mr. Hyde" para sua 13ª edição em 1943, e mais tarde adaptando outros contos clássicos de terror (como "Frankenstein" na edição # 27, 1945). As coisas estavam definitivamente caminhando para a direção correta, porém lentamente.

Em 1944, a Charlton Comics, o orgulho da cidade de Derby
(Connecticut), lançou a primeira edição de Yellowjacket
Comics, outra coleção de séries de aventuras de super-
heróis.
No entanto, entre as façanhas dos benfeitores estava uma
chamada "Famous Tales of Terror". Estampou em sete das dez
edições do título. As primeiras quatro foram adaptações das
histórias de Edgar Allan Poe, enquanto as três finais foram
apresentadas por uma velha contadora de histórias de
bruxas.
Estas foram histórias de horror! Enquanto isso,
o Frankenstein de Briefer ganhou seu próprio título em
1945, era estritamente um quadrinho de humor dos desenhos
animados.
