Sangue e Fantasmas
Naturalmente, nada é mais inspirador à imitação do que o
sucesso, e não demorou muito para que os derivados
surgissem. Myron Fass e Carl Burgos entraram na briga com
Weird, sob a marca da Eerie Publications. Fass tinha
tentado garantir o título Eerie, mas a Warren o derrotou;
eu suspeito que o nome da marca foi um "toma no..." para a
Warren. As publicações da Eerie eram muito baratas para
serem produzidas, e apresentava principalmente reimpressões de quadrinhos de horror pré-código da parceria com Robert Farrell das publicações Ajax-Farrell. Eles logo se tornaram notórios pelo sangue excessivo, e desenhavam um sangue extra em suas reimpressões.

O pessoal da Charlton, que tinha mantido seus pés de
molho com os quadrinhos de suspense durante toda a lei seca do horror, deu um passo a frente em 1966 com a primeira edição de Ghostly Tales (#55 de abril/maio de 1966), e acrescentou The Many Ghosts of Dr. Graves no próximo ano. Os quadrinhos de fantasmas da Charlton têm um certo charme que é difícil de descrever. Com o papel barato, as cores suaves e a criatividade da equipe de Steve Ditko, Pat Boyette, Pete Morisi, Rocke Mastroserio, e Sanho Kim (entre muitos outros), esses quadrinhos, reconhecidamente feios e bonitos ao mesmo tempo, e muitas vezes tão confuso como o inferno. Considere isso uma recomendação. Muito mais títulos de fantasmas logo apareceram, para manter essas impressoras funcionando.


Casas do Horror

O próximo grande acontecimento do horror veio da DC em
1968. House of Mystery, que existia desde os dias
pré-código, sofreu uma maquiagem gótica graças ao novo
editor Joe Orlando, que estava planejando o modelo para ela seguindo o seu antigo emprego nos quadrinhos, na EC. Em Tales of the Unexpected de Murray Boltinoff caiu "Tales of" do título e da mesma forma, começou reformulá-la para um formato de "mistério". A palavra com "H" ainda era
proibida. Demorou um tempo, mas no final de 1969, eram
quatro títulos da DC circulando o novo banner "mistério".
House of Secrets fez uma mudança de estilo semelhante e The Witching Hour era totalmente novo. Esses quadrinhos estavam introduzindo os leitores aos novos talentos que em breve se tornariam superstars, como Berni Wrightson, Len Wein, Mike Kaluta e Marv Wolfman.

O grupo "mistério" da DC tornou-se a melhor coleção de
quadrinhos de quatro cores desde que o código entrou em
vigor. Eles adotaram apresentadores de terror, a la EC;
Caim em House of Mystery, Abel em House of Secrets, e sim, até Eva chegou mais tarde para completar o trio bíblico de Orlando. Eles brigavam, brincavam, contavam piadas ruins, assim como qualquer respeitável anfitrião de horror deveria ser. As colunas de carta mantinham os fãs envolvidos, e o horror estava de volta nas boas graças do leitores.

A Explosão do Horror

Não era apenas limitado aos escritórios da DC, os
quadrinhos de horror estavam explodindo por toda parte em
1969! A Warren apresentou outro título, Vampirella, que
devia muito a "good girl art"* como fazia parte do horror.
A anfitriã era uma furtiva, parcamente vestida, vampira do
espaço, e foi um sucesso imediato.
A Eerie Publications aumentou seu títulos para seis. Todos
eram similares, mas as capas eram super sangrentas. Até o
final do ano, eles introduziram novas artes, não apenas
reimpressões, embora continuassem roubando roteiros dos
quadrinhos pré-código. Stanley Morse achou o seu tesouro
das histórias de horror pré-código para as revistas Shock e
Chilling Tales of Horror da Stanley Publications. Seus
quadrinhos foram tão mal selecionados que eles fizeram as
publicações Eerie parecerem belos, mas eu ainda gosto
deles. Ele logo iria introduzir mais dois.
Robert Sproul, editor do sucesso da imitação da Mad,
Cracked, entrou na disputa de revistas de horror em preto e
branco com um cavalo muito bom; Web of Horror. Com arte de primeira de Wrightson, Kaluta, e Jeff Jones, roteiros de alto nível pelo editor Terry Bisson e Binder, e até mesmo um apresentador de terror (uma aranha chamada Webster), este título era um verdadeiro mimo. Infelizmente, ele só durou três edições, mas são cobiçadas por aficionados de quadrinhos de terror.
* estilo de ilustração, aonde o artista retrata mulheres
atraentes para capas de revistas pulp ou para capa de
revistas em quadrinhos, sendo ambas direcionadas ao público adulto.


































