2018-02-19

Vampirella



Vampirella: Como Tudo Começou


Vampi_Warren


Após o surgimento do Código de Quadrinhos (um
código de ética e padrões capitaneado pelo controverso
Dr. Frederic Wertham) em 1954, gibis com representação
gráfica de sangue e violência, bem com insinuações
sexuais, foram banidos. Esse foi um terrível baque para os
gibis de crime e terror, cujo material consistia quase que 
na sua totalidade de itens proibidos.

A editora Warren Publishing contornou a restrição de
uma maneira criativa: lançou antologias de quadrinhos
de terror, entremeadas a artigos e em formato magazine,
e que tinham artigos mesclados às histórias. A editora
foi uma das pioneiras de quadrinhos em preto e branco
nesse gênero na década de 1960.
As revistas Creepy, de 1964, e Eerie, de 1965, que
começaram essa linha de publicações, tinham um misto
de mascotes e apresentadores das diversas histórias,
conhecidos respectivamente como o Tio Creepy e o
Primo Eerie. Com o sucesso dessas duas publicações, o
caminho estava aberto para mais uma revista nesse estilo.

Mas, ao contrário das duas anteriores, que tinham 
como narradores seres horripilantes e feiosos, a titular 
apresentadora das tramas de Vampirella era uma vampira
sexy e atraente. Isso era devido a um pouco de desespero
por parte de James Warren: apesar do sucesso das duas
antologias que precederam Vampirella, em 1969 a Warrren
Publishing não andava bem das pernas, e, impossibilitada
de contratar os novos artista que faziam sucesso na
época, a editora decidiu inovar com a personagem-título.

Embora seguisse uma rica tradição de personagens
vampiros, Vampirella tinha diferencias que ajudaram a
torna-la um ícone pop: ela junta a mística dos vampiros
com a sensualidade transgressora da personagem-título
do filme francês Barbarella. Era uma vampira numa
época em que os caçadores noturnos eram quase que 
exclusivamente do sexo masculino, e também tinha uma
origem incomum, sendo a última sobrevivente de um
planeta condenado e disposta a ser uma heroína defensora
de seu mundo adotivo (uma trama reminiscente de um
certo sujeito de capa vermelha e "S" no peito).

Esses elementos lhe permitiram transcender a condição
de mera narradora. Desenvolvida por Forest J. Ackerman,
um editor da Warren, com design por Trina Robbins
(que também foi a primeira mulher a desenhar a Mulher-
Maravilha, e uma artista de destaque nos quadrinhos
underground), de início a personagem era um tanto frívola
e sem profundidade, apenas interessada em paquerar
e beber sangue.... Atitudes que lhe serviam bem como
anfitriã da revista, mas que não lhe davam muito espaço
para se desenvolver como personagem. E por isso mesmo,
depois de duas curtas histórias nos dois primeiros
números da revista, Vampirella foi deixada de lado. Jim
Warren diria sobre a primeira investida de Vampirella
nos quadrinhos: "Em retrospecto, o estilo de desenho de 
Tom [Suton] não era adequado para Vampi, bem como o
estilo de escrita de Forry [Forest J. Ackerman] não estava 
atingindo o objetivo que eu queria. A primeira edição foi
terrível, e a segunda tão ruim quanto, simplesmente não
era o que queria".

Mas com a chegada de Archie Goodwin aos roteiros
no número 8, a coisa toda mudou de figura. Ele
recontextualizou os parcos elementos já estabelecidos nas
histórias passadas, transformando-a num personagem
trágico e determinado... Vampirella agora não era mais
uma turista na Terra, escolhendo pessoas para devorar
como quem faz compras num shopping. Ela era sim
uma refugiada, sobrevivente duma catástrofe que havia
matado todos os outros membros de sua raça. Em sua
segunda história, Vampi havia supostamente causado um
acidente de avião. Mas na nova ótica trazida por Archie
Goodwin, ela era apenas mais uma vítima, a única a
escapar da tragédia, embora não ilesa: suas asas negras
de morcego tiveram que ser amputadas, e ela não mais
voaria na forma humana. A arte de Tom Sutton ainda
não ajudava, mas Vampirella finalmente tinha uma alma.

Foi só na edição 12 que ela finalmente teria uma
aparência a fazer jus ao sonhos do Publisher Jim Warren.
Josep Toutain, um agente de artistas, apareceu na editora
um belo dia em 1971. Era o início da invasão espanhola 
da Warren: no decorrer dos próximos anos, mais de 
45 artistas, a maioria deles da região da Catalunha,
mostraria seu estilo diferenciado nas páginas de Creepy,
Eerie e, é claro, Vampirella. Desse, um se destacaria
como o artista mais identificado com a vampira, tendo
desenhado 53 edições das 112 publicadas pela Warren.

José González trouxe sua experiência como desenhista 
de quadrinhos românticos, emprestando brilho às 
compridas mechas de Vampirella, a maquiagem pesada e
sedutora, mas a  isso ele acrescentou detalhes atmosféricos
e retratos de pessoas bem desenhadas e realistas.

A combinação dos dois seria um sucesso explosivo,
e, embora tenha durado poucos números (pois Archie 
Goodwin bandeou-se para a DC Comics e depois para a
Marvel, onde revolucionaria novamente os quadrinhos com
o selo Epic), ficou marcada nos corações dos fãs até hoje.

Essa coleção traz essa parceria magnífica, além disso, as 
histórias de outro aclamado escritor da Warren, T. Casey
Brennan, que cultivou as sementes plantadas, e, com
a ajuda de González, elevou as tramas a outro patamar.
Encerrando a coleção temos um roteiro do veterano
Steven Englehart, aqui sob o nome de Chad Archer.







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Vampirella (1969) #12 [pt-br].cbz 
Vampirella (1969) #13 [pt-br].cbz 
Vampirella (1969) #14 [pt-br].cbz 
Vampirella (1969) #15 [pt-br].cbz 
Vampirella (1969) #16 [pt-br].cbz
Vampirella (1969) #17 [pt-br].cbz
Vampirella (1969) #18 [pt-br].cbz 
Vampirella (1969) #19 [pt-br].cbz 
Vampirella (1969) #20 [pt-br].cbz
Vampirella (1969) #21 [pt-br].cbz
Vampirella (1969) #46 [pt-br].cbz
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 American Flagg! - Solidariedade 
American Flagg! (1983) n°10-12 
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American Flagg! (1983) #12 [pt-br].cbz 
American Flagg! (1983) #11 [pt-br].cbz
American Flagg! (1983) #10 [pt-br].cbz  

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American Flagg! - Estado da União
 American Flagg! (1983) n°7-9 
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American Flagg! (1983) #09 [pt-br].cbz
American Flagg! (1983) #08 [pt-br].cbz
American Flagg! (1983) #07 [pt-br].cbz 
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 American Flagg! - Conforto Sulista
 American Flagg! (1983) n°4-6
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American Flagg! (1983) #06 [pt-br].cbz
American Flagg! (1983) #05 [pt-br].cbz
American Flagg! (1983) #04 [pt-br].cbz 
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American Flagg! - Tempos Difíceis 
American Flagg! (1983) n°1-3 
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American Flagg! (1983) #01 [pt-br].cbz 
American Flagg! (1983) #02 [pt-br].cbz 
American Flagg! (1983) #03 [pt-br].cbz 
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2017-02-01

Homem-Aranha

O PERSONAGEM DEFINITIVO


No início dos anos sessenta parecia que a Era de Ouro dos quadrinhos, que ocorreu durante a década de quarenta, nunca aconteceu. Os tempos eram difíceis, para dizer delicadamente. Esta situação é vivida com particular intensidade em uma pequena editora novaiorquina que estava prestes a ser rebatizada como Marvel. Na verdade, o seu responsável máximo em nível criativo, Stan Lee, estava inclusive pensando em deixar tudo para começar de novo em outro campo profissional que não fosse o mundo dos quadrinhos.




Naquela época, a oferta editorial da nascente Marvel Comics Group era composta de histórias em quadrinhos do oeste selvagem, romance e fantasia. Estas últimas foram as mais representativas do período. Nelas se poderiam encontrar histórias curtas de ficção científica e mistério, onde invasões de seres alienígenas e grandes monstros eram a tendência dominante. Como Stan Lee era também o diretor editorial, diretor artístico e, acima de tudo, o principal roteirista, foi dele a tarefa de criar as histórias, selecionar os autores para realizá-las e, finalmente, escrever os diálogos. A este respeito, é importante indicar que contava com a ajuda inestimável de autores como Jack Kirby e Steve Ditko, cuja imaginação, estilo e senso de narrativa foram fundamentais para as histórias que foram mencionadas que em muitos casos, eram pequenas maravilhas da narrativa gráfica. A desvantagem é que as vendas não foram muito boas e também o contrato com a distribuidora limitou o número de títulos ao ponto de permitir poucos movimentos editoriais. A situação, felizmente, começou a mudar no início de 1961.




O proprietário da empresa, Martin Goodman, comentou com Stan Lee que as circunstâncias do mercado aconselharam a criação de um novo grupo de super-heróis. Naquela época, o diretor editorial da Marvel estava prestes a jogar a toalha. Ele já estava um pouco cansado das "circunstâncias do mercado" e do estilo "replicante" de seu chefe, que não hesitava em copiar qualquer coisa que tivesse sucesso de vendas. Mas no último minuto, ele mudou de ideia. Em vez de sair, ele escolheu encerrar sua carreira no mundo dos quadrinhos com um projeto que responderia às suas verdadeiras ideias. Assim escreveria a abordagem argumentativa que estivesse em consonância com a sua maneira de pensar e agir. Este foi o germe de Fantastic Four, posteriormente desenvolvido com a ajuda inestimável de Jack Kirby.




A ideia de Lee se baseava em um grupo integrado por heróis tão humanos que se parecia com as pessoas de carne e osso. Os quatro componentes seriam: Sr. Fantástico, o Coisa, a Mulher Invisível e o Tocha Humana. Este último foi outra abordagem chave. É que, na Era de Ouro, a editora contava com um personagem com esse nome e os mesmos poderes. Portanto, a coisa mais fácil seria trazê-lo de volta tal qual. No entanto, Stan Lee queria que o novo Tocha Humana fosse um jovem que refletisse o espírito da época. Não seria o último...




A grande surpresa foi que o projeto de Lee e Kirby era um sucesso indiscutível. O Quarteto Fantástico conseguiu que Lee permanecesse na Marvel e ele não hesitaria em aprofundar esta abordagem inicial. Assim logo depois foi aclamado por lançar um personagem que nem se quer seria um herói, mas um gigante com uma força imensurável, conhecido como o Incrível Hulk. E nesse momento, Stan Lee era imbatível. Então, decidiu por em marcha a criação de três novos personagens. Um seria um deus da mitologia nórdica, Thor. Outra seria a conversão de um cientista em Homem-Formiga. Mas o que seria o terceiro?




Para este último ele pensou em um conceito totalmente extremo. Ele deveria ser o personagem definitivo, capaz de contradizer todas as leis não escritas que pareciam prevalecer no mundo dos quadrinhos desde tempos imemoriais. A inspiração veio ao lembrar de um herói chamado The Spider, cujas aventuras lia na sua juventude. Porém, em vez de ser um adulto, nada melhor do que imaginá-lo como um jovem proscrito pela sociedade em que vivia.




O primeiro obstáculo veio quando ele comentou a ideia com o seu chefe, já que ele dispensou-o a partir do primeiro momento. Porém aquele Stan Lee já não era o homem derrotista "pré-Fantastic 4". Agora ele tinha uma moral a prova de tudo e, na verdade, a recusa de Martin Goodman convenceu-o ainda mais que o projeto deveria tornar-se uma realidade. Tanto é assim que ele decidiu deixar nas mãos de seu irmão, Larry Lieber, o roteiro das primeiras histórias do Homem-Formiga e Thor, enquanto ele se concentrava diretamente sobre o "projeto Aranha."




Inicialmente, Stan Lee pediu a Jack Kirby para se encarregar de desenhar uma série de páginas para especificar a aparência do personagem. Ao vê-los, ele rapidamente constatou que não era o que tinha em mente. Foi assim que chamou Steve Ditko para desenvolver a ideia com uma abordagem diferente. O resultado foi uma história de onze páginas, composta por dois capítulos perfeitamente distintos. A primeira começa com um dia na vida de Peter Parker, para, em seguida, mostrar como ele adquiriu seus incríveis poderes aracnídeos que o transformam no Homem-Aranha. No segundo, somos testemunhas das circunstâncias que provocariam com que o Homem-Aranha se tornasse um herói.




Vendo as páginas desenhadas por Steve Ditko, onde o personagem já aparecia com seu traje Aranha, Stan Lee soube que a abordagem havia sido devidamente desenvolvida. Em seguida, escreveu os diálogos que enfatizavam os aspectos morais, tornando a história resultante não deixasse indiferente nenhum leitor. O grand finale foi a última vinheta que incluiu uma expressão que é lendária: "Com grandes poderes vem grandes responsabilidades." 
No entanto, ainda faltavam muitas decisões a tomar. O primeiro, o nome exato do personagem...




Ao pensar sobre o logotipo da página do título, Stan Lee descobriu que o nome Spiderman poderia ser confundido facilmente com o de Superman. Afinal, ambos começavam com a mesma letra e terminavam iguais. Portanto, era necessário fazer uma pequena alteração que poderia fazer uma diferença estética o mais evidente possível. Logicamente ele pensou que era mais fácil colocar um hífen intermediário o que deixaria o nome como Spider-Man. A desvantagem é que não foi fácil para os colaboradores no escritório assumirem esse detalhe, pois costumavam escrever Spiderman. Cada vez que isso acontecia, Lee ficava nervoso. O mais curioso de tudo é que o nosso escritor estava certo sobre as semelhanças entre as duas denominações, já que ele mesmo se confundiu com o nome de Superman com o de Spider-Man em uma das vinhetas da página 8 de The Amazing Spider-Man # 3. E nenhum de seus colegas notou este deslize! 




Outro detalhe foi a extensão da história. Aparentemente, Stan Lee pensou durante o processo de produção que era melhor deixá-lo com 10 páginas. Neste caso, a escolhida para ser eliminada seria a segunda. Era óbvio que, ter que remover um, o melhor era desprender-se daquela em que vemos um dia na vida de Peter Parker "antes do acidente". Felizmente, no último momento, ele optou por deixá-la. Para que não seja esquecida, Lee incluiu uma nota manuscrita no original que dizia: 
"Bill, imprima esta também! ".




A próxima decisão foi encontrar o melhor lugar para publicar a história em questão. Imerso em seu papel como diretor editorial, Stan Lee concluiu que seria melhor incluí-la em um título qualquer a fim de não despertar suspeitas do seu chefe. A escolha foi uma coleção nascida em 1961, com o título de Amazing Adventures, que a partir do seu número sete foi rebatizado como Amazing Adult Fantasy. Nesta segunda fase, o foco foi alterado. Monstros deram lugar a uma série de histórias de mistério e suspense intrigantes, todas escritas e desenhadas por Stan Lee e Steve Ditko, respectivamente. A desvantagem é que esta nova abordagem não funcionou muito bem. Exigiam, então, decisões rápidas e decisivas...




Foi assim que tudo se conjugou para que Lee decidisse que Homem-Aranha poderia ser o ponto de mudança necessária para a coleção. Esta abordagem editorial era perfeitamente refletida no texto de saída que aparece sob as últimas três vinhetas da história do aracnídeo e também em uma página especial do interior, que inclusive era anunciado na capa. 




Finalmente, a capa. Aqui encontramos o caso oposto às páginas internas. Inicialmente, Stan Lee pediu a Steve Ditko, mas não estando satisfeito com o resultado, decidiu que Jack Kirby se ocuparia de realizar uma nova versão que seria a definitiva. Este era para ser um detalhe muito importante, porque a capa foi fundamental para captar a atenção dos leitores em potencial. Também encomendou e modificou o cabeçalho, excluindo a palavra "Adult". Esta decisão era lógica, dada a juventude do novo personagem. Desta forma, também deixou claro o início de uma nova era. Depois de fechar todos esses detalhes e o resto do conteúdo, Amazing Fantasy # 15  estava pronto para a impressão. Em seguida, o importante era pensar em Amazing Fantasy # 16...


Raimon Fonseca





2017-01-17

Parte Final

O Enjoativo Anos 90

Uma pequena onda em preto e branco agitou a
lagoa no final de 1991. Bruce Hamilton (que havia formado a
Gladstone Publishing com Russ Cochran para reimprimir o
quadrinhos da EC) publicou um trio de revistas de terror; 
Grave Tales, Dread of Night, and Maggots. Embora cada título durasse apenas algumas edições, todas elas eram muito boas e valiam a pena procurar.
Eles apresentam graça, reviravoltas no final, e boa arte de 
veteranos como Gray Morrow e Joe Staton. 

Entretanto, a Gemstone Publishing, de Steve Geppi, adquiriu os direitos sobre os quadrinhos da EC, reimprimindo todos os títulos em ordem; as histórias de horror e suspense, bem como as de guerra, ficção científica e títulos da "Nova Direção". Os leitores recentemente descobriram a grandeza da EC poderia reviver a emoção de conseguir um "novo" número dos melhores quadrinhos de todos os tempos.
Colecionadores de longa data, que nunca puderam permitir-se pelo alto preço que alguns dos originais alcançavam, 
finalmente tinham uma maneira de preencher suas coleções. Mesmo as histórias contendo apenas texto foram reimpressos, de modo que os leitores não perderam nenhum de seus monstros.


Com toda honestidade, quadrinhos de terror em toda a década de 90 eram um belo saco misturado. Filmes de terror viraram porcaria com direitos autorais como Texas Chainsaw Massacre (1974), A Nightmare on Elm Street (1984) e Hellraiser (1987), todos recebendo adaptações para os quadrinhos. Edições únicas e títulos de horror independentes vieram e foram sem deixar rastro.
Algumas eram excelentes, mas com uma distribuição e um
mercado desinteressado (os super-heróis dominavam na época e ainda continuam), era difícil conseguir os quadrinhos das mãos certas. Esta ainda é uma área onde o avançado (leia: super-Geeky) colecionador como eu pode desenterrar algumas esquecidas relíquias e descobrir algo "novo".

Um dos quadrinhos mais divertidos dos anos 90
vieram da misteriosa Phantomb Publishing. Sete
edições de Tomb Tales saíram entre 1997 e 1999,
E tinham um vibe EC muito pesado. Tão pesado, na verdade, que cada capa foi ilustrada por um grande artista da EC! George Evans, Jack Kamen (que surpreendentemente contribui com a capa mais horrível), Johnny Craig, e até mesmo Jack Davis todos desenharam capas. Os interiores eram todos muito bons, com um esquema semelhante a EC (incluindo o tipo de letra familiar), anfitriões e arte que compreendiam o que era exigido de um quadrinho de horror. Hal "Horrid[Horrível]"Robins desenhou muitas histórias agradáveis ​​e detalhadas que foram selecionadas em 1999 para o outro único quadrinho de Phantomb, Grave Yarns #1. As capas traseiras anunciaram litografias de dar água na boca de Feldstein e Kamen. Minha única objeção com esta maravilhosa série é a borda preta ao redor de cada capa, preenchida com texto alto, que estraga.



A Tumba de Hoje

A linha de quadrinhos "adultos" da DC, sob o selo Vertigo,
tinha assumido a série The Sandman, Swamp Thing,
Hellblazer e adicionou uma boa antologia de horror em 1999
e o manteve autêntico. A Flinch finalizou os anos 90 e 
circulou no novo milênio com histórias de horror bem escritas e algumas boas, e às vezes com arte hiper-estilizada. 16 edições foram publicados por mais de dois anos, e são um dos últimos bons quadrinhos em cores.


Os quadrinhos da IDW entraram no ringue na primeira parte do século com 30 Days of Night, inicialmente uma mini-série de vampiro em 3 partes escrita por Steve Niles, e desenhada por Ben Templesmith. Foi um grande sucesso e lançou Niles ao holofote dos quadrinhos. Muitos outras mini-séries de 30 Days se seguiram, como fizeram filmes, e uma série de romances. Duas outras séries que merecem destaque devido à suas ideias paranormais são Hellboy de Mike Mignola e The Goon de Eric Powell; Ambos são muito bem sucedidos,  personagens de longa duração. Hellboy se tornou uma franquia de filmes e uma indústria em si, completa com brinquedos, camisetas, e canecas de café. O Goon pode não estar muito atrás, com rumores de filmes sempre circulando.


Na tradição clássica da antologia, a IDW produziu
uma revista de horror de curta duração, em preto e branco, 
intitulada Doomed. A partir de 2005, quatro belas edições 
foram lançadas, ostentando belas capas pintadas e uma   
estética bem Warren. Quando eu pensei como era ótimo ver tal revista naquela época, eu devia estar entre os poucos, o
título durou apenas quatro edições. 

Futuro tenebroso?

Então, onde estamos agora? Os quadrinhos da Image tem
Walking Dead, uma novela com laços de terror, que
é imensamente popular e gerou uma séries de TV mais 
assistidas. Os zumbis tornaram-se quase tão populares na
última década. Até a Marvel zumbificou seus super-heróis
para... espere por eles ... Marvel Zombies. James Warren 
resgatou os direitos da sua Creepy e Eerie de Stanley Harris 
e a vendeu para a New Comics Company, que os licenciou para a Dark Horse. Elas não eram apenas reimpressões de cada edição em belas coleções compiladas em capa dura, mas também ressuscitaram ambos os títulos, principalmente com material novo. Reimpressões da era pré-código estão em toda parte! Quadrinhos de terror, em qualquer forma, ainda são amados. Em 2011, o Ghastly Award foi desenvolvido para dar reconhecimento àqueles que ainda se atrevem a proporcionar horror no ofício dos quadrinhos. Sangue novo está constantemente fluindo para o gênero, inspirado nos grandes livros do passado. Talvez, com um pouco de sorte, possamos ter outro boom de quadrinhos de horror que vai irar os pais, assustar os vizinhos, e satisfazer as nossas sanguinárias necessidade de terror.



Mike Howlett é um geek de horror ao longo da vida. Ele é o 
autor de The Weird World of Eerie Publications (Feral House)  e seu volume Companion ,  The Weird Indexes of Eerie Publication (fazendos pedidos pela Lulu e Amazon). Porque o mundo sempre precisa de mais Eerie, ele também  produziu The Worst of Eerie Publications para a IDW/Yoe 
Books, em 2014. Seu trabalho apareceu em Famous Monsters, Comic Book Marketplace, Vintage Guitar, e mais fanzines do que você pode imaginar.

Leitura Sugerida (além dos meus próprios livros)

The Illustrated History: Horror Comics by Mike Benton (Taylor Publishing 1991)

Tales Too Terrible to Tell #1 through 10, Terrorology #11
(New England Comics 1989-1993)

The Warren Companion by David A. Roach and Jon B.
Cooke (Twomorrows 2001)

The Complete Illustrated History of the Skywald Horror-Mood
by Alan Hewetson (Headpress 2004)

Tales of Terror by Fred von Bernewitz and Grant Geissman
(Gemstone/ Fantagraphics 2000)